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quarta-feira, setembro 15, 2010

Papa confia doentes a Nossa Senhora das Dores


Ficheiro:Aleijadinho - Nossa Senhora das Dores-1.jpg

 Nossa Senhora das Dores também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa

No final da audiência geral de hoje, o Papa quis confiar os doentes, jovens e recém-casados a Nossa Senhora das Dores, recordando a memória litúrgica que a Igreja celebra hoje.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiN1ruHZ35ycKZGHRPg4YhPlyEHo12dsuRB3yBJwkTVTnbGzBCS6C8hYGsP6uN_5bcc__GqPfluVDWz_t_56IJlqKTskQFo0jMPOArG0fNz40QFvY4HXHyrjz4j8ls9zPtG-B8PoLK-rBpE/s400/Piet%C3%A0.jpgA Beata Virgem Maria das Dores "permaneceu com fé junto à cruz do seu Filho", afirmou o Papa. Por isso, o Pontífice se dirigiu aos doentes, desejando-lhe que possam "encontrar em Maria consolo e apoio para aprender do Senhor Crucificado o valor salvífico do sofrimento".
Também se dirigiu aos jovens, exortando-os a "não ter medo de permanecer, também vós, junto à cruz, como Maria".
"O Senhor vos infundirá valor para superar todo obstáculo em vossa existência cotidiana", garantiu-lhes.
Por último, dirigiu-se aos recém-casados, a quem incentivou a "abrir-se com confiança a Nossa Senhora das Dores, nos momentos de dificuldade, pois Ela vos ajudará a enfrentá-los com sua intercessão maternal".

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Fonte: Zenit

 

segunda-feira, setembro 13, 2010

Festa da Natividade da Virgem Maria Mãe e Mestra da Igreja

imageO mais antigo documento comemorando esta festa vem do séc. VI. São Romano, o grande lirista eclesiástico da Igreja Grega, compôs um hino (Card. Pitra, "Hymnographia Græca", Paris, 1876, 199) o qual é uma redação poética do Evangelho Apócrifo de São Tiago. São Romano era natural de Emesa, na Síria, diácono de Berytus e depois na igreja Blachernæ em Constantinopla, e compôs seu hino entre 536~556 (P. Maas em "Byzant. Zeitschrift", 1906). A festa deve ter se originado na Síriaou na Palestina no começo do séc. VI, quando depois do Concílio de Éfeso, sob influência dos "Apócrifos", o culto da Mãe de Deus se intensificou grandemente, especialmente na Síria. Santo André de Creta, no começo do séc. VIII, pregou vários sermões sobre esta festa (Lucius-Anrich, "Anfäge des Heiligenkultus", Tübingen, 1906, 468). Procura-se evidências para mostrar por que o dia 8 de setembro foi escolhido para esta data. A Igreja de Roma adotou-a do Oriente no séc. VII. É encontrada nos Sacramentários Gelasiano (séc. VII) e Gregoriano (séc. VIII a IX). Sérgio I (687~701) prescreveu uma ladainha e uma procissão para esta festa (P.L. cxxviii, 897 ss.). Desde que a história da Natividade de Maria é conhecida apenas de fontes apócrifas, a Igreja Latina foi lenta em aceitar a festa oriental. Ela não aparece em vários calendários que contém a Assunção, por exemplo o Goto-galicano, o de Luxeuil, o Calendário Toledano do séc. X e o Calendário Mozarábico. A Igreja de Angers, na França, clama que São Maurílio instituiu esta festa em Angers por causa de uma revelação, por volta de 430. Na noite de 8 de setembro, um homem ouviu anjos cantando no céu e, perguntando a razão, contaram-lhe que se alegravam porque a Virgem tinha nascido naquela noite (La fête angevine N.D. de France, IV, Paris, 1864, 188); mas esta tradição não está substanciada por provas históricas. A festa é encontrada no calendário de Sonnatius, Bispo de Reims, 614~631 (Kellner, Heortologia, 21). Ainda assim não se pode dizer que tenha sido celebrada, de modo geral, nos séc. VIII e IX. São Fulberto, Bispo de Chartres (+1028), fala dela como de uma instituição recente (P. L., cxli, 320, ss.); os três sermões que ele escreveu são os mais antigos sermões latinos genuínos sobre esta festividade (Kellner, "Heortologia", Londres, 1908, 230). A oitava foi instituída por Inocêncio IV (1243) em concordância com um voto feito pelos cardeais no conclave do outono de 1241, quando foram mantidos prisioneiros por Frederico II por três meses. Na Igreja Grega a apodosis (solução) da festa tem lugar a 12 de setembro, em conta da festa e da solenidade da Exaltação da Cruz, a 13 e 14 de setembro. Os coptas, no Egito, e os abissínios celebram a Natividade de Maria a 1º de maio, e continuam esta festa sob o nome de "Semente de Jacó" por 33 dias (Anal. Juris Pont., xxi, 403); ele também a comemoram no dia primeiro de cada mês (priv. letter from P. Baeteman, C.M., Alikiena). Os coptas católicos adotaram a festa grega, mas a guardam a 10 de setembro (Nilles, "Kal. Man.", II, 696, 706).
Viva a Menina Maria!

domingo, agosto 15, 2010

Assunção de Maria


http://pessoais.home.sapo.pt/tiepolo01.jpg


"Neste dia 15 de agosto celebramos a festa da Assunção de Maria.
(...)
Juntamente com essa Solenidade, neste ano coincidente com o domingo, para onde sempre é transferida, o mês vocacional recorda-nos a vocação à vida religiosa, à vida consagrada. Essa vida é um sinal atual daquilo que a Assunção de Maria nos indica como as últimas verdades da vida humana: todos somos destinados à santidade e à contemplação de Deus na visão beatífica.

Foi necessária, a 1º de novembro de 1950, a Igreja, através do Papa Pio XII, proclamar essa convicção que já vinha sendo confessada pelo povo de Deus desde os inícios do cristianismo – é o dogma da assunção de Maria ao céu em corpo e alma. Na Igreja Oriental já era celebrada a chamada Festa da Dormição de Maria, ela que, isenta do pecado, entregou-se definitivamente ao Pai ao final de sua vida terrestre.
É uma feliz oportunidade nestes tempos de tantas confusões com relação à antropologia para ressaltar a integridade e a dignidade do corpo humano, corpo este que é um constitutivo da própria personalidade do homem. Pensemos nas atrocidades que são noticiadas a cada dia contra o corpo e reflitamos mais além: aquelas outras que não aparecem nas páginas dos jornais e nem nas telas da televisão! Perdemos o respeito pelo ser humano! Acredito que esta oportunidade será uma ótima ocasião para que, diante da Assunção de Maria, retomar as reflexões importantíssimas sobre este assunto.

A Assunção de Maria é a negação de toda forma de indignidade do indivíduo, uma resposta brilhante e salutar ao ser humano. É uma oportunidade, portanto, para meditarmos sobre o verdadeiro significado e valor da vida humana. Somente com a fé é que temos esperança de um mundo melhor, um “novo céu, e uma nova terra”.
Maria é o sinal para todos nós, Igreja, daquilo que somos chamados a viver. Por isso, esta solenidade também nos recoloca a reflexão sobre o nosso fim último. Não nos coloquemos à margem desta Assunção Mariana, mas que ela seja um princípio de nossa própria ressurreição, quando nos encontraremos em felicidade plena junto a Deus, tal como Maria está no tempo hodierno. Na sua Glória, ela é um de nós: corpo e alma.

Além disso, no pensamento sobre a vida futura que teremos junto a Deus, toda a vaidade, todo o egoísmo fica para trás e torna-se efêmero, inútil. A festa da Assunção desprende-nos do transitório, do descartável, e reporta-nos para a segurança definitiva que somente teremos em Deus.
Não é uma alienação da realidade, ao contrário: conhecendo para onde vamos, somos chamados a viver ainda melhor o nosso dia a dia. Tudo o mais, inclusive a nossa existência, deverá, então, estar em função desse fim último: Deus. Assim, tudo o que vivermos já aqui será uma graça para a nossa vida, pois disputaremos a labuta cotidiana com o pensamento no transcendente, e, portanto, santificando principalmente os nossos afazeres e o nosso contato com os irmãos.

É também nesse sentido que a vida religiosa e consagrada pode nos ajudar a vivenciar esses valores do Reino com intensa caridade e disponibilidade: sinais escatológicos!
Assim, nesta festa mariana somos chamados a viver na confiança para além da morte, para além do sofrimento, para além da tristeza e a participar na felicidade do céu, quando Deus realizará tudo em todos.
Nossa Senhora da Assunção, da Glória, não está longe de nós, ao contrário, continua próxima de seus filhos, aos quais ouve e convida a ouvir o Seu Filho Jesus. Sob seu abrigo maternal está o seu coração de mãe, que ainda bate e sofre conosco.
E assim, com ela podemos meditar como São Paulo: “Nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem os principados, o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura poderá nos separar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm 8,38-39)"

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.


Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro